Para entender: a Religião e a Espiritualidade

Para entender: a Religião e a Espiritualidade

A Religião e a Espiritualidade (texto do Prof. Dr. Guido Nunes Lopes)

“A religião é para aqueles que necessitam que alguém lhes diga o que fazer e querem ser guiados.
A espiritualidade é para os que prestam atenção em sua Voz Interior.”

Texto do Prof. Dr. Guido Nunes Lopes, Graduado em Licenciatura e Bacharelado em Física pela Universidade Federal do Amazonas (FUAM, 1986), Mestrado em Física Básica pelo Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (IF São Carlos, 1988) e Doutorado em Ciências em Energia Nuclear na Agricultura pelo Centro de Energia Nuclear na Agricultura da Universidade de São Paulo (CENA, 2001).

Os Remédios Florais do Dr. Bach (trecho)

Os Remédios Florais do Dr. Bach (trecho)

O Dr. Edward Bach nasceu no dia 24 de setembro de 1886, um dia após o início da Primavera. Por estes dois motivos, o Dia do Terapeuta Floral é também comemorado em todo dia 24/09. Para homenageá-lo, escolhemos um trecho das explicações do próprio Dr. Bach sobre o poder da nossa própria cura interior, e como os florais agem neste sentido.

Boa leitura!

“OS REMÉDIOS FLORAIS DO DR BACH” [TRECHO] | Por Edward Bach

A razão principal do fracasso da medicina moderna está no fato de ela se ocupar dos efeitos e não das causas. Por muitos séculos, a real natureza da doença foi encoberta pela capa do materialismo e, assim, tem sido dadas à própria doença todas as oportunidades de ela propagar sua destruição, uma vez que não foi combatida em suas origens. Essa situação é semelhante à do inimigo que construiu uma sólida fortaleza nas colinas, comandando de lá constantes operações de guerrilha no país vizinho, enquanto as pessoas, ignorando a praça forte, contentam-se em reparar as casas danificadas e em enterrar seus mortos, consequências das ofensivas dos saqueadores. Essa é, em termos gerais, a situação da medicina nos dias de hoje: consertar às pressas os danos resultantes do ataque e enterrar os mortos, sem que se dê a mínima atenção para o verdadeiro reduto inimigo.

A doença nunca será curada nem erradicada pelos métodos materialistas dos tempos atuais, pelo simples fato de que, em suas origens , ela não é material. O que conhecemos como doença é o derradeiro efeito produzido no corpo, o produto final de forças profundas desde há muito em atividade, e, mesmo quando o tratamento material sozinho parece bem sucedido, ele não passa de um paliativo, a menos que a causa real tenha sido suprimida.

A tendência atual da ciência médica, por interpretar erroneamente a verdadeira doença e por fixar toda a atenção, com sua visão materialista, no corpo físico, tem aumentado sobremodo o poder da doença; em primeiro lugar, por desviar a atenção das pessoas da verdadeira origem da enfermidade e, portanto, da estratégia eficaz para combatê-la; em segundo , por localizá-la, no corpo, obscurecendo, assim, a verdadeira esperança de recuperação e criando um enorme complexo de doença e medo, complexo que nunca deveria ter existido.

Em essência, a doença é o resultado do conflito entre a Alma e a Mente, e ela jamais será erradicada exceto por meio de esforços mentais e espirituais.

Nenhum esforço que se destine apenas ao corpo pode fazer mais do que reparar superficialmente um dano, e nisso não há nenhuma cura, visto que a causa ainda continua em atividade e pode, a qualquer momento, manifestar novamente sua presença, assumindo outro aspecto. De fato, em muitos casos a recuperação aparente acaba sendo prejudicial, já que oculta do paciente a verdadeira causa do seu problema, e, na satisfação que se experimenta com essa aparente recuperação da saúde, o fato real, continuando ignorado, pode fortalecer-se.

Uma das exceções para os métodos materialistas na ciência moderna é a do grande Hahnemann, o fundador da homeopatia, que com sua compreensão do amor beneficente do Criador e da Divindade que mora dentro do homem, e por estudar a atitude mental de seus pacientes diante da vida, do meio ambiente e suas doenças, foi buscar nas ervas do campo e nos domínios da natureza o remédio que não apenas haveria de curar seus corpos mas, ao mesmo tempo, elevaria a sua perspectiva mental.

Quinhentos anos antes de Cristo, alguns médicos da antiga Índia, trabalhando sob a influência do Senhor Buda, levaram a arte de curar a um estágio tão perfeito que conseguiram abolir a cirurgia, ainda que, na sua época, ela fosse tão eficiente, ou até mais, que a dos dias atuais. Homens como Hipócrates, com seus ideais grandiosos sobre a cura; Paracelso, com a convicção de uma divindade dentro do homem, e, Hahnemann, que compreendeu que a doença tinha sua origem num plano acima do físico – todos eles sabiam muito sobre a verdadeira natureza do sofrimento e sobre o remédio para ele.

A doença, posto que pareça tão cruel, é benéfica e existe para nosso próprio bem; se interpretada de maneira correta, guiar-nos-á em direção aos nossos defeitos principais. Se tratada com propriedade, será a causa da supressão desses defeitos e fará de nós pessoas melhores e mais evoluídas do que éramos antes. O sofrimento é um corretivo para se salientar uma lição que de outro modo não haveríamos de aprender, e ele jamais poderá ser dispensado até que a lição seja totalmente assimilada.

Vemos que não há nada de acidental no que diz respeito à doença, nem quanto ao seu tipo nem quanto à parte do corpo que foi afetada; como todos os outros resultados da energia, ela obedece à lei de causa e efeito. Certos males podem ser causados por meios físicos diretos, tais como os associados à ingestão de substâncias tóxicas, acidentes, ferimentos e excessos cometidos, mas, em geral, a doença se deve a algum erro básico em nosso temperamento.

As doenças reais e básicas do homem são certos defeitos como o orgulho, a crueldade, o ódio, o egoísmo, a ignorância, a instabilidade, a ambição; e se cada um deles for considerado individualmente, notar-se-á que todos são contrários à Unidade. Tais defeitos é que constituem a verdadeira doença, e a continuidade desses defeitos, persistirmos neles, depois de termos alcançado um estágio de desenvolvimento em que já os sabemos nocivos, é o que ocasiona no corpo os efeitos prejudiciais que conhecemos como enfermidades.

Para se alcançar uma cura completa, não somente devem ser empregados recursos físicos, escolhendo sempre os métodos melhores e mais familiares à arte da cura, mas também devemos lançar mão de toda a nossa habilidade para eliminar qualquer falha em nossa natureza; porque a cura total vem essencialmente de dentro de nós, da própria Alma que, por meio da bondade do Criador, irradia harmonia do começo ao fim da personalidade, quando se permite que assim seja.

(…) Não há objetivo em nos ocuparmos dos fracassos da medicina moderna; demolir é inútil quando não se constrói um edifício melhor e, como na medicina já se estabeleceram as bases de uma edificação mais nova, empenhemo-nos em acrescentar um ou dois tijolos a esse templo. Tampouco pode ser de valor uma crítica negativa da profissão; é o sistema que está fundamentalmente equivocado, não os homens; pois é um sistema pelo qual o médico, por razões unicamente econômicas, não tem tempo para ministrar um tratamento tranquilo e sossegado nem oportunidade para pensar e meditar adequadamente, o que deveria ser a herança dos que devotam sua vida a assistir doentes. Como disse Paracelso, o médico sábio atende a cinco, e não a quinze pacientes num dia – ideal impraticável em nossa época para um médico comum.

A aurora de uma arte de curar mais nova e melhor paira sobre nós. Há cem anos, a homeopatia de Hahnemann foi o primeiro raio da luz matinal, depois de um longo período de trevas, e pode desempenhar um grande papel na medicina do futuro. Ademais, a atenção que se está dispensando no presente momento à melhoria da qualidade de vida e ao estabelecimento de uma dieta mais pura é um progresso rumo à prevenção da doença; a esses movimentos que pretendem levar ao conhecimento das pessoas tanto a relação que existe entre os fracassos espirituais e a enfermidade, bem como a cura que se pode obter através do aprimoramento da mente, estão apontando o caminho por onde devemos seguir rumo à luz de um novo dia, em cujo brilho a escuridão da enfermidade desaparecerá.

Por Dr. Edward Bach. Edward Bach (1886 — 1936) foi um médico britânico que desenvolveu as essências conhecidas atualmente como “Florais de Bach”, que foam inspirados em tradições homeopáticas.

 

Alcoolismo e Obsessão: consequências, implicações espirituais e tratamento

Alcoolismo e Obsessão: consequências, implicações espirituais e tratamento

No dia 15 de setembro de 2016, a nossa psicóloga clínica e terapeuta floral, Drª Helena Amaral, realizou a palestra “Alcoolismo e Obsessão” como uma das atividades em Araruama relacionadas ao Mês Espírita no Brasil. Leia, a seguir, o principal texto trabalhado na palestra, escrito por Astolfo Olegário de Oliveira Filho; e dois vídeos que formam um filme bastante impactante.

Alcoolismo e Obsessão: consequências, implicações espirituais e tratamento

O alcoolismo é um problema de dimensões trágicas ainda subdimensionadas e seu maior dano é a  destruição de famílias inteiras.

Metade de todas as crianças atendidas nos serviços psiquiátricos vem de famílias de alcoólatras, e boa parte dos abusos cometidos contra crianças tem raiz no alcoolismo.

Sem qualquer sombra de dúvida, o alcoolismo é uma doença.

É o resultado de um cérebro que perdeu  a capacidade de decidir quando começar a beber e quando parar. Não é possível detectar numa criança ou num pré-adolescente traço algum que permita antever que eles se tornarão alcoólatras.

“Alcoolismo cria distúrbios da personalidade, mas distúrbios da personalidade não levam necessariamente ao alcoolismo.”

A principal diferença entre alcoolismo e outras dependências diz respeito ao tipo de droga.

Opiáceos

São tranquilizantes, mas o álcool é um mau tranquilizante, tende a fazer as pessoas infelizes ficarem mais infelizes e piora a depressão. A pequena euforia que o álcool proporciona é sintoma do início da depressão do sistema nervoso central.

Do ponto de vista da sociedade, o álcool é um problema muito grave.

O alcoólatra provoca não somente acidentes de trânsito, mas problemas graves à sua volta, a começar por sua família.

As únicas pessoas que estão sob o risco de alcoolismo são as que bebem regularmente, mas, se  nunca passar de dois drinques por dia, o indivíduo pode usufruir socialmente da bebida em festas, casamentos,carnaval, e não se tornar alcoólatra.

Há pouco a fazer para ajudar um alcoólatra, mas uma coisa é essencial: não se deve tentar proteger  alguém de seu alcoolismo.

Se uma mulher encontra seu marido caído no chão, desmaiado sobre seu próprio vômito, não deve dar banho e levá-lo para a cama. O único caminho para sair do alcoolismo é descobrir que o álcool é seu inimigo. Proteger uma pessoa nessa situação não ajuda. Não é papel da família tentar convencer o alcoólatra de que o álcool é um mal para ele.

Na verdade, em tal situação, a família precisa de ajuda, como a oferecida pelo Al-Anon, a divisão dos Alcoólicos Anônimos voltada ao apoio a famílias de alcoólatras

A abstinência é fundamental no tratamento do alcoolismo. Um alcoólatra até pode beber socialmente , da mesma forma que um carro pode andar sem estepe, ou seja, é uma situação precária e um acidente é questão de tempo.

Num horizonte de seis meses, muitos alcoólatras conseguem manter seu consumo de álcool dentro de padrões socialmente aceitos, mas, se observarmos um intervalo maior de tempo, vamos verificar que a tendência é ir aumentando gradualmente o consumo, até voltar ao padrão antigo. Em períodos mais longos, normalmente, só quem para de beber não sucumbe ao vício.

Em 1995, uma substância, a naltrexona, foi saudada como a pílula antialcoolismo. Vendida no Brasil com o nome de Revia, não se conhece ainda seu efeito a longo prazo. Mas, em linhas gerais, drogas podem funcionar como apoio por, no máximo, um ano, visto que é muito difícil tirar algo de alguém sem  oferecer alternativas de comportamento.

Usar essas drogas equivale a tirar o brinquedo de uma criança e não  dar nada no lugar.

A terapia oferecida pelos Alcoólicos Anônimos é parecida com as terapias behavioristas, que  pretendem obter uma determinada mudança de comportamento. Mas, além de ser um tratamento barato e que dura para sempre, a terapia dos A.A. tem um componente espiritual importante. Terapias ajudam a não beber, mas os Alcoólicos Anônimos dão ao indivíduo um círculo de amigos sóbrios, dão-lhe significados, amigos, espiritualidade.

“É o melhor tratamento que temos.”

Embora as estatísticas nesse campo não sejam precisas, sabe-se que cerca de 40% das abstinências estáveis são intermediadas pelos Alcoólicos Anônimos.

Consequências do Alcoolismo

Os efeitos do alcoolismo atingem não Apenas a saúde do alcoólatra, mas igualmente a comunidade em que ele vive e, Especialmente, sua família.

  1. A) Seus efeitos na saúde:

Neurológicos – prejuízos na coordenação motora e o caminhar cambaleante.

Físicos – afecções como a cirrose hepática e cânceres diversos.

Mentais – perda da concentração e da memória.

Psicológicos – apatia, tédio, depressão.

  1. B) Seus efeitos sociais:

Crimes – o número de homicídios detonados pelo álcool é surpreendente: em 1996, 41% em São  Paulo e 54% nos Estados Unidos.

Acidentes de trânsito – em 1995, 30% de todos os acidentes com vítimas ocorridos no Brasil foram motivados pelo álcool. Dados mais recentes divulgados por Veja em 13/10/99 informam que 30.000 pessoas morrem em acidentes de trânsito por ano no Brasil: metade é vítima de motoristas bêbados ou drogados.

Má produtividade no trabalho – além dos danos produzidos à empresa que paga o salário ao alcoólatra,o fato geralmente redunda na demissão e muitos não conseguem um novo emprego devido a isso.

Perda do senso do dever e dos bons costumes – falta ao trabalho,desemprego.

  1. C) Seus efeitos na família:

Comprometimento dos filhos – 80% dos filhos aprendem a beber em casa, diz a psicóloga Denise de Micheli.

Desestruturação do lar – o desemprego gera as dificuldades financeiras e as discussões inevitáveis.

As separações conjugais – a mulher não aguenta as conhecidas fases da euforia: momice (macaco), Avalentia (leão) e a indolência (porco).

A violência doméstica – 2/3 dos casos de violência infantil ocorrem quando o agressor está alcoolizado.

O alcoolismo na visão espírita  

A exemplo de André Luiz- Espírito, que nos mostra em seu livro  Sexo e Destino,  capítulo VI, págs. 51 a 55, como os Espíritos conseguem levar um indivíduo a beber e, ao  mesmo tempo, usufruir das emanações alcoólicas,

“A obsessão mundial pelo álcool, no plano humano, corresponde a um quadro apavorante de vampirismo no plano espiritual. A medicina atual ainda reluta – e infelizmente nos seus setores mais ligados ao assunto, que são os da Psicoterapia  em aceitar a tese espírita da Obsessão. Mas as Pesquisas parapsicológicas

já revelaram, nos maiores centros culturais do mundo, a realidade   da Obsessão.

De Rhine, Wickland, Pratt, nos Estados Unidos, a Soal, Carrington, Price, na Inglaterra, até a outros parapsicólogos materialistas,

José Herculano Pires também associa alcoolismo e obsessão.

No capítulo de abertura do livro Diálogo dos Vivos, obra publicada dez anos após o referido livro de

André Luiz, Herculano assevera, depois de transcrever a visão do Espírito de Cornélio Pires sobre o uso do álcool:

“A descoberta do vampirismo se processou em cadeia. Todos os parapsicólogos verdadeiros, de renome científico e não marcados pela obsessão do sectarismo religioso, proclamam hoje a realidade das influências mentais entre as criaturas humanas, e entre estas e as mentes desencarnadas.”

Tratamento do Alcoolismo

Embora o alcoolismo tenha sido definido pela O.M S. como uma doença incurável, progressiva e quase sempre fatal, o dependente do álcool pode ser

tratado e obter expressiva vitória nessa luta, que jamais será fácil e ligeira.

Sintetizando aqui os passos recomendados pelos especialistas na matéria e as recomendações específicas do Espiritismo a respeito da obsessão, NOVE são os pontos do tratamento daquele que deseja, no âmbito espírita, livrar-se dessa dependência:

Conscientização de que é portador de uma doença e vontade firme de tratar-se.

  1. Mudança de hábitos para assim evitar os ambientes e os amigos que com ele bebiam anteriormente.
  2. Abstinência de qualquer bebida alcoólica, convicto de que não bebendo o primeiro gole não haverão segundo nem os demais.
  3. Buscar apoio indefinidamente num grupo de natureza idêntica à dos Alcoólicos Anônimos, que proporcionam, segundo o Dr. George Vaillant, o melhor tratamento que se conhece.
  4. Cultivar a oração e a vigilância contínua, como elementos de apoio à decisão de manter a abstinência.
  5. Utilizar os recursos oferecidos pela fluidoterapia, a exemplo dos passes magnéticos, da água fluidificada e das radiações.
  1. Leitura de páginas espíritas, mensagens ou livros de conteúdo elevado, que possibilitem a assimilação de ideias superiores e a renovação dos pensamentos.
  1. A ação no bem, adotando a laborterapia como recurso precioso à saúde da alma.
  2. Realizar pelo menos uma vez na semana, na intimidade do lar, o estudo do Evangelho, prática que é conhecida no Espiritismo pelo nome de culto cristão no lar. A família que lê o Evangelho e ora em conjunto beneficia a si e a todos os que a rodeiam.

Autor: Astolfo Olegário de Oliveira Filho

Curta Metragem Espírita: “Sozinho”