Afinal, o que é o “Sagrado Feminino”?

Afinal, o que é o “Sagrado Feminino”?

“Sagrado Feminino” significa várias coisas, uma vez que se expressa em várias dimensões da vida:

  • Na dimensão espiritual significa incluir e valorizar o feminino como uma dinâmica igualmente fundamental da força criativa da vida e do Divino. O yang não pode existir sem o yin. Significa lembrar a nossa interconexão e unicidade: não estamos separados uns dos outros nem da criação.
  • Na dimensão religiosa, significa incluir e honrar o rosto feminino de Deus na expressão religiosa, rituais e cerimônias, com linguagem inclusiva (como Deusa Mãe/ Deus Pai). Significa reconhecer e honrar as divindades femininas e arquétipos da Deusa ao longo de toda a história e culturas.
  • Na dimensão planetária significa ver a Mãe Terra como a nossa Mãe, respeitando-a e curando-a.
  • Na dimensão cultural significa reconhecer a sacralidade de toda a vida, a nossa rede de interconexão e comunidade; celebrar a grandeza e sabedoria do feminino em todas as culturas, nas artes e na expressão criativa.
  • Na dimensão psicológica, significa recuperar as qualidades do Feminino como importantes qualidades interiores de totalidade e equilíbrio dentro de cada indivíduo, do sexo feminino e masculino.
  • Na dimensão humana, significa valorizar a mulher como pessoa inteira-corpo, mente e espírito e valorizar as mulheres em igualdade com os homens.
  • Na dimensão social, significa resgatar as vozes, visões e sabedoria das mulheres para serem recebidas e integradas ao serviço da cura social e do equilíbrio. Significa valorizar as contribuições das mulheres em casa, como cuidadoras, bem como no local de trabalho e na comunidade.
  • Na dimensão política, significa usar a autoridade do poder para servir o bem maior, para proteger e servir a vida e não para dominação, ganância e interesse pessoal. Significa proteger a riqueza comum dos recursos planetários, tais como água, comida, ar, solo, energia.
  • Na dimensão histórica, significa reconhecer e ensinar nas escolas as descobertas arqueológicas das culturas da Deusa, no tempo pré-patriarcal, baseadas em valores de parceria e aprender com elas um paradigma de sociedade que usa o poder para servir a vida, e não por ganância. Significa também incluir na história as contribuições das mulheres, bem como a história do Holocausto das Mulheres (600 anos de fogueira).
  • Em valores da vida diária que significa boas-vindas, incluindo e ouvindo um ao outro, ao serviço da compreensão. Significa aceitar e respeitar as diferenças. Estar aberta à compaixão. Significa estar aterrado no coração, usando a cabeça a serviço de um bem maior. Significa incluir a intuição na percepção e tomada de decisão. Isso significa estar ligado à bondade, vivacidade, sensualidade e sabedoria de o corpo. Significa usar o poder pessoal para servir e para criar, não para dominar e explorar.

* Texto: Vikki Hanchin, LSW
Traduzido e adaptado por SM/IC/A mulher e a SexualidadeSagrada

Brincar sem brinquedo: qual é a importância para a criança?

Brincar sem brinquedo: qual é a importância para a criança?

“Deixar menos opções, muitas vezes, é abrir uma porta para a criatividade e uma vastidão de possibilidades.”

Tatiana Weberman

As maiores brincadeiras estão dentro da cabeça da criança, ou seja, surgem através da imaginação. Nem sempre é preciso de um brinquedo para poder brincar e se divertir. E, na verdade, é bom que a criança não brinque mesmo sempre somente com brinquedos prontos para que ela aprenda a usar sua criatividade e estimule a capacidade de construir.

Um simples graveto pode se transformar em uma varinha mágica, ou em um foguete, ou quem sabe em um bichinho que anda pelo mato. Vale tudo o que a imaginação da criança permitir e saber criar suas próprias brincadeiras sem brinquedos é importante para o desenvolvimento infantil.

O exercício de transformar objetos e situações em brincadeiras é muito importante na vida de uma criança. A frase “dar asas à imaginação” sempre foi muito coerente e hoje, com tantos brinquedos à disposição dos pequenos, é preciso ser estimulada e praticada de todas as maneiras.

Em entrevista para Carta Educação, Tatiana Weberman, responsável pelo SlowKids – movimento que propõe a desaceleração para a infância – diz que é preciso não deixar disponível às crianças tantos brinquedos com funções especificas e nem planejar tantas atividades para elas. “Deixar menos opções, muitas vezes, é abrir uma porta para a criatividade e uma vastidão de possibilidades”, afirma.

Na mesma entrevista, Graziela Iacooca, criadora da plataforma de brincadeiras Massacuca, conta que, ao contrário de muitos adultos, as crianças não precisam de instruções para brincar com objetos do cotidiano. “A nossa proposta é tirar o lúdico de objetos normais, o que a criança sabe fazer. Estamos ensinando os adultos a disponibilizar isso para os pequenos”, explica.

Uma das propostas oferecidas por Graziela é fazer um baú de tesouros com uma caixa, balde ou sacola e diferentes objetos da casa – que podem ser utensílios da cozinha em tamanhos e materiais diferentes – para, a partir daí, a criança criar várias histórias e descobertas. Outra sugestão é congelar, mergulhar, ornamentar, enterrar ou fazer qualquer outra coisa que a criatividade permitir com esses mesmos objetos.

O documentário Território do Brincar aborda o brincar livre a partir do ponto de vista e pesquisa da cineasta Renata Meirelles. Para a produção, ela viajou com o marido e os dois filhos (agora com 6 e 8 anos) por 9 estados brasileiros, se estabelecendo em 14 comunidades diferentes, para observar e estudar as brincadeiras espontâneas infantis. Os destinos escolhidos foram locais com pouca estrutura como o Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, ou o Recôncavo Baiano.

Renata diz que mesmo os brinquedos mais comuns, como um carrinho ou barquinho, quando são feitos pela própria criança contam uma história e geram um vínculo diferente com ela. A cineasta conta que se impressionou com a diversidade de composições de brinquedos e brincadeiras criadas pelas crianças dos locais por onde passou.

Para ela, uma das lições que o projeto Território do Brincar passa é que as crianças precisam da ausência de brinquedos prontos para que possam acessar os próprios desejos, vontades e interesses. “Elas conseguem concretizar na prática seus sonhos com sua imaginação”, diz.

Fonte: Aliança pela Infância

 

Estamos em buscando parceiros alinhados com nossa filosofia de trabalho

Estamos em buscando parceiros alinhados com nossa filosofia de trabalho

Estamos em busca de Parceiros alinhados com a nossa proposta de trabalho – Saúde Integral

 

Estamos alugando uma de nossas salas para terapeutas e médicos  alinhados com a nossa proposta de trabalho, com o objetivo de oferecermos aos nossos clientes mais uma opção de tratamento em direção ao equilíbrio. Nossa clínica conta hoje com ótima infraestrutura ,em um local de fácil acesso e estacionamento. Venha nos conhecer, traga a sua proposta que teremos imenso prazer em analisar.

Endereço: Avenida Brasil, 792. Parque Hotel, Araruama – RJ

Telefones: (22) 2665-2633 | (22) 98804-5333

E-mail: floramater@hotmail.com

 

Indignação: Vídeo de Crianças Dançando Funk em Escola de Forma Obscena

Indignação: Vídeo de Crianças Dançando Funk em Escola de Forma Obscena

Vídeo de Crianças Dançando Funk de Forma Obscena – indignação!!

Uma voz que nos representa

Indignada pelo vídeo que circula pela internet com crianças dançando Funk em escola de forma obscena, Raquel Machado Kremer escreveu para a Ouvidoria do Senado Federal sobre o incentivo que a mídia dá à adultização das nossas crianças. Segundo ela, este é um clamor para “a educação no primeiro grau para que nossas crianças se tornem brasileiros éticos, saudáveis, prósperos e felizes.”

Veja, abaixo, a resposta do Senado Federal

Comunicamos o recebimento de sua mensagem no Serviço de Relacionamento Público Alô Senado, unidade integrante da estrutura da Ouvidoria do Senado Federal.
Informamos que tramita, no Senado Federal, uma proposta com teor semelhante ao citado em sua manifestação. Trata-se da Sugestão (SUG) 17/2017, que prevê a criminalização do funk como crime de saúde pública a criança, aos adolescentes e a família. Tal matéria encontra-se na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), aguardando realização de audiência pública.
Quanto à dúvida de como proceder para denunciar possíveis casos de pedofilia, acesse: http://www.brasil.gov.br/cidadania-e-justica/2011/07/denuncia-de-abuso-infantil-pode-ser-feita-ao-Disque-100, ou disque 100, para obter mais informações.
Por oportuno, informamos que o Projeto de Lei do Senado (PLS) 100/2010, que altera a lei 8.069/1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente), para prever a infiltração de agentes da polícia na Internet com o fim de investigar crimes contra a liberdade sexual de criança ou adolescente, foi aprovado pelo plenário do Senado no dia 12 de maio de 2011 e remetido à Câmara dos Deputados, conforme o Ofício SF nº 670, de 20 de maio de 2011. Essa matéria também foi aprovada naquela casa e transformada na lei  n° 13.441/2017: http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=503024.
Para pesquisar sobre matérias legislativas que tramitam ou tramitaram no Senado, clique, na parte superior da página inicial do Portal do Senado na internet (www12.senado.leg.br/hpsenado), em Atividade Legislativa. No menu que se abre, abaixo de Projetos e Matérias, clique em Pesquisa de Matérias. Em Pesquisa Rápida, preencha o campo com os dados de seu conhecimento. Clique, então, no botão de busca (à direita). Serão disponibilizadas todas as matérias compatíveis com os dados fornecidos. Ao selecionar uma matéria, o usuário terá acesso a informações como textos e tramitação.
Além disso, para receber, em seu endereço eletrônico (e-mail), informações sobre a tramitação de um projeto, clique, na página que trata dessa proposta específica, em Acompanhar esta matéria (à direita) e preencha o cadastro com os dados necessários.
A Ouvidoria do Senado permanece à disposição para todas as consultas e informações relativas ao Senado Federal, por meio dos formulários eletrônicos www12.senado.leg.br/institucional/ouvidoria/ e www12.senado.leg.br/institucional/falecomosenado na página e, nos dias úteis, das 8h às 19h, pelo telefone 0800 61 2211.
Atenciosamente,
Assessoria Técnica da Ouvidoria do Senado Federal

Campanha: Criança não Namora

 

criança não namora
A sociedade de psicólogos está com a campanha: Criança não namora.
A Criança se relaciona com os amiguinhos e eles são simplesmente amigos.
Amizade é o nome.
Insistir em namoro na infância é adultizar as crianças, incentivar a erotização precoce.
A indústria de brinquedos, roupas e cosméticos já investe tanto na adultização infantil!
Não vamos fazer o mesmo.
Não é engraçadinho incentivar beijinhos de namoro ou declarações de amor entre as crianças.
É nosso papel separar o mundo adulto do mundo infantil.
Misturar os dois mundos é cair no erro da erotização precoce.
A infância precisa de proteção e não de adultos que afastam a criança daquilo que é próprio pra idade dela.
Ajudem-nos a conscientizar os pais e responsáveis!
#CriançaNãoNamora é uma campanha da Sociedade de Psicólogos e Conselhos Tutelares, com o objetivo de conscientizar pais e responsáveis sobre relacionamentos infantis. O nome da relação entre crianças se chama: Amizade.
Incentivar o namoro na infância é adultilizar as crianças e incentivar a erotização precoce.
Criança tem que ser criança. Infância precisa de proteção!
Dia Nacional de Mobilização em Defesa da Política Brasileira de Aids

Dia Nacional de Mobilização em Defesa da Política Brasileira de Aids

Contra o desmonte do SUS, em favor da saúde pública com qualidade

Na semana em que é lembrado os 20 anos da morte de Herbert de Souza, o Betinho (19351997), ativistas de todo o Brasil estarão nas ruas denunciando o descaso com que gestores dos três níveis (União, Estados e Municípios) têm tratado a epidemia de aids. A criação de uma falsa ideia de controle levou a um recrudescimento no número de mortes por aids no Brasil, hoje são duas a cada hora. Além de manifestações de rua, estão previstas ações nas redes sociais e atividades nas sedes das ONGs.

Assistimos ao crescimento da aids, principalmente entre jovens e nas populações vulneráveis, com o aumento de mortes e de casos, na contramão dos dados globais. Reconhecemos as conquistas obtidas nas últimas três décadas, fruto da mobilização social e da pressão política, mas não podemos fugir à atual realidade, em que estas mesmas conquistas estão, a cada dia, ameaçadas em função do retrocesso e da falta de comprometimento que se abate sobre as políticas de saúde em geral e do enfrentamento à epidemia de aids em específico.

As organizações comunitárias que trabalham com o tema sentem de perto esta realidade, recebendo cotidianamente em suas sedes pessoas que escapam muito do perfil mostrado na reportagem. São jovens, negros, pobres, muitos com coinfecções e outras doenças oportunistas e que aguardam nas filas dos serviços públicos pela oportunidade de tratamento, às vezes sem recursos mínimos para se deslocar até a unidade de saúde. Soma-se a isto a falta de financiamento de todas estas ações e a ameaça de final da destinação específica para aids, jogando os recursos num caixa único, sem definição de prioridades e ao gosto do gestor.

Em todo o Brasil a população vivendo com HIV passou de 700 mil para 830 mil entre 2010 e 2015, com 15 mil mortes de aids por ano, quase duas mortes por hora. Por outro lado, os recentes episódios em todo o país de falta dos medicamentos antirretrovirais, cujo acesso universal é garantido por lei e sinônimo dos bons resultados alcançados pela resposta à AIDS no Brasil, exigem uma reação da sociedade.

Preocupados com este quadro, ativistas ligados às ONG e a redes de pessoas vivendo com HIV/aids se mobilizam em todos os estados dia 09 de agosto para chamar a atenção da sociedade brasileira para o problema. É preciso combater o preconceito e a aidsfobia que ganha cada vez mais vulto no Brasil; caso contrário, teremos um quadro extremamente negativo da atual realidade de quem vive com HIV e aids em nosso país.

O momento é de luta e mobilização e não de ufanismos. Não vivemos em nenhum “País das Maravilhas”; há muito o Brasil não se configura exemplo de combate à epidemia e muito ainda precisa ser feito para garantir um mínimo de qualidade de vida e de respeito à legislação que assegura o acesso à saúde como “um direito de todos e um dever do Estado”.

Dia Nacional de Mobilização em Defesa da Política Brasileira de Aids
Articulação Nacional de AIDS – ANAIDS 

Texto elaborado a partir do Manifesto preparado pelo Forum de ONGs AIDS de São Paulo (FOAESP) e Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/AIDS (RNP+)

SECRETARIA DA ANAIDS